
Sábado foi visitar minha segunda Mãe em uma cidadezinha de interior. Não que onde moro também não seja interior e tenho orgulho de ser caipira, rs.
Bom voltando a história, organizei tudo na sexta-feira para que pudesse ir logo pela manhã viajar, porém o Miguel, precisou ser levado ao Tio de Branco II, graças as suas travessuras (nada sério, mas mãe é mãe...); acabei por me atrasar por conta deste imprevisto.
Chegando a rodoviária aqui de minha cidade, descobri que o próximo ônibus para o meu destino era só as 11:00h e ainda eram apenas 9:30h.
Como não tinha nada a fazer e já sabendo que iria esperar muito tempo, me abasteci com um garrafinha de água e um livro desses de banca de jornal. Toca esperar sentada em cadeiras de plástico completamente desconfortável na plataforma.
Eventualmente olhava os ônibus que partiam e ficava imaginando como seria a viagem daquelas pessoas. Passado uma hora, olhei para o lado e vi um casal idoso sentado duas cadeiras adiante no meu lado direito. Não tenho por hábito reparar nas pessoas, sou bastante distraída nesse ponto porém ao observar a Senhorinha dei-me conta que em seu pé havia um corte aberto e que moscas verdes pousavam sobre ele.
Lembrei-me que tinha em minha necessaire uma caixinha de curativos e não tive dúvidas em oferecer um deles; curativo aceito me concentrei no livro comprado; minutos depois ouço o Senhorzinho cochichando que o curativo não "colava".
Olhei e vi que eles não sabiam como usar uma coisa que sempre fez parte da vida da maioria das pessoas... Peguei um novo curativo e mostrei como deveriam fazer para usá-lo.
Meu ônibus chegou. Acabei deixando com esse casal além da caixinha de curativos, também a garrafinha de água, percebi o quanto somos privilegiados e nem nos damos conta disso.
0 comentários:
Postar um comentário